
Depois de alguns anos estudando arquitetura antiga ele volta aos EUA, onde inicia sua carreira e suas criações projetuais e teóricas. Em sua teoria a forma tem o papel de informar por meio de algum elemento decorativo, e não deve apenas figurar; tornando-se assim o símbolo gráfico ao usar letreiros, fachadas distintas do corpo do edifício, concebidas como painéis.
Para Venturi os símbolos fazem parte do dia-a-dia da cidade, e isso deve ser considerado e trabalhado nos projetos, o que no modernismo não é levado em consideração; e ainda com a influencia que recebe da semiótica, tenta recuperar uma função simbólica da arquitetura. Ao rejeitar a simplicidade do modernismo e responder à máxima de Mies van der Rohe: "Menos é mais", Robert Venturi é conhecido por dizer: "Menos é um furo"; o que deixa explicita a sua idéia de que as soluções simples, não resolvem as necessidades da sociedade complexa.
Ainda que o arquiteto tenha projetado inúmeros edifícios nos Estados Unidos, Europa e Japão; é mais conhecido por suas polêmicas teorias, consideradas por alguns críticos como responsáveis por uma estética populista do pós-modernismo arquitetônico.
A todas essas características que Venturi atribui na sua postura em quanto arquiteto, podemos separar dois períodos de teorias e projetos, assim como propõe Otília, que se distinguem, demarcados com a criação das obras: “Complexidade e Contradição em Arquitetura” e “Aprendendo em Las Vegas”. Onde enquanto temos um “primeiro” Venturi complexo e contraditório que lança uma sobriedade inventiva, no “segundo” essa sobriedade é abandona, fazendo uma releitura do passado que a sociedade de consumo sobrepôs sobre a antiga.
Para entendermos melhor o que tornou Robert Venturi um dos pioneiros das discussões do pós-modernismo, analisaremos a seguir as duas “fases” do arquiteto, com suas obras: “Complexidade e Contradição em Arquitetura” e “Aprendendo em Las Vegas”; e um projeto que foi usado aqui para exemplificar uma deles. Essas análises serão feitas a partir de visões criticas como as de Otília Arantes, Kate Nessbitt, Juergen Habermas e a própria do arquiteto.