
Esta casa construída para sua mãe em Chestnut Hill, em 1962, é descrita em seu livro “Complexidade e Contradição em Arquitetura”, e faz parte de toda a discussão de um primeiro momento das teorias do autor. Para Venturi ela é capaz de reconhecer as complexidades e contradições por: ser complexa e ao mesmo tempo simples, tendo a capacidade de se resolver por meio de uma unidade de um número médio de diferentes partes, ao invés de muitas ou poucas partes; apresentar uma combinação de elementos genéricos da casa em geral e os circunstanciais de uma casa particular; e ser aberta e fechada, tornando-a simples e complexa.
Os formatos distorcidos e a inter-relação dos espaços internos indicam uma complexidade alcançada pelo arquiteto, que é própria do programa doméstico, com extravagâncias inadequadas a uma residência individual. Essa complexidade e distorção é contida por meio da forma exterior da casa, simples e concisa, e que representa a escala pública da casa, como observa o arquiteto.

A relação entre interior e exterior se da por meio de uma certa contradição, que não é total, onde o interior absorve em sua planta a simetria do exterior; e na parte externa ocorre a reflexão da parte interna distorcida do interior. Os diferentes locais, formatos e tamanhos das janelas e a chaminé descentralizada no exterior da casa, contradizem a simetria geral da forma exterior.
Ao chamar a obra de aberta e fechada, Venturi acaba por se referir as características contraditórias das fachadas externas: a forma consistente das paredes remete a idéia de fechamento, que é contrabalanceada pelas aberturas que interrompem esse fechamento.
Possui uma planta simétrica, onde encontra-se um núcleo central vertical, de onde surge duas paredes diagonais separadas quase simétricas, que separam o espaço na frente de um espaço central nos fundos; essa separação quase Palladiana, como coloca Venturi é distorcida pelo programa interno da casa, onde de um lado é a cozinha e do outro é o dormitório, ou seja, o programa quebra essa rigidez danado um tom de complexidade na concepção da casa.
Através da sua teoria fundamentada na poética, na semiótica, e em outras linguagens como já foi dito, Venturi faz uma leitura da composição central da casa, onde a lareira-chaminé e a escada competem por fazerem parte dessa centralidade, ambos em sua essência, uma sólida e outra vazia, onde a escada se contrai por causa do outro duplo elemento, que acaba por se deslocar, proporcionando uma dualidade do núcleo central. Essa mesma competição central aparece na entrada onde a escada – que tem uma base mais larga do que seu final -, solitária e desfavorecia quanto ao uso dos cômodos, se adapta ao complexo e contraditório, pois ao colocar uma cadeira no pé da escada o arquiteto torna o local com um uso significativo.
Quanto à implantação da casa, é feita como um pavilhão, concentrada no centro do terreno plano, fechado em seus limites com árvores e cercas; onde o acesso por carros também é pensado de maneira não simples, sendo distorcido em sua posição perpendicular ao centro da casa.
Os principais elementos da casa: curvas, diagonais e retangulares, são pensados empregados cada um a um simbolismo característico. Os retângulos são elementos dominantes no espaço, as diagonais referem-se de maneira direcional na entrada e determinam o fechamento e escoamento das águas do telhado; por fim as curvas que se relacionam com as direções espaciais e simbolismo da entrada.
Ao finalizar a leitura crítica de sua própria obra, Venturi ressalta que a complexidade e contradições encontradas propositalmente, não entram em harmonia de uma maneira rápida, por uma simples exclusão baseada no “menos é mais”; e sim através da opção de se obter, por mais trabalhoso que fosse, a unidade de um número médio que reconheceria a diversidade, utilizando-se assim da máxima da sua critica ao moderno.
Já para o olhar crítico de Otília Beatriz Fiori Arantes a casa, ao ser vista ao fundo da fachada publicitária da Strada Novissima, causa um contraste de opostos, com uma cisão entre fachada-símbolo, a publicitária a frente que Venturi diz ser “figura simbólica” da casa, tida por ela como um desenho infantil, e a “forma-construção” da casa ao fundo.
Ainda em seu livro “O lugar da arquitetura depois dos modernos”, a escritora diz que o arco da fachada, usado por Venturi como reminiscência ou uma lembrança local, é reduzido em uma função simbólica, apenas desenhado sobre o quadrado que marca a entrada , deslocada e com sua porta recuada em relação a fachada, que se transforma com um significado neutro e liberado.
A simetria das janelas usada na fachada principal, não acontece de maneira convencional, mas por um balanço entre a extensa janela horizontal da direita e o peso da janela maior à esquerda, e por se equivalerem numericamente, por serem distribuídos de maneira desigual. As demais fachadas, não menos “complexas e contraditórias”, alternam as diagonais do telhado, planos e volumes e os arcos, que são ora janela, ora forma; o que ocorre também no interior da casa: planos e espaços se contradizem e se equilibram.
Ao chamar a obra de aberta e fechada, Venturi acaba por se referir as características contraditórias das fachadas externas: a forma consistente das paredes remete a idéia de fechamento, que é contrabalanceada pelas aberturas que interrompem esse fechamento.
Possui uma planta simétrica, onde encontra-se um núcleo central vertical, de onde surge duas paredes diagonais separadas quase simétricas, que separam o espaço na frente de um espaço central nos fundos; essa separação quase Palladiana, como coloca Venturi é distorcida pelo programa interno da casa, onde de um lado é a cozinha e do outro é o dormitório, ou seja, o programa quebra essa rigidez danado um tom de complexidade na concepção da casa.
Através da sua teoria fundamentada na poética, na semiótica, e em outras linguagens como já foi dito, Venturi faz uma leitura da composição central da casa, onde a lareira-chaminé e a escada competem por fazerem parte dessa centralidade, ambos em sua essência, uma sólida e outra vazia, onde a escada se contrai por causa do outro duplo elemento, que acaba por se deslocar, proporcionando uma dualidade do núcleo central. Essa mesma competição central aparece na entrada onde a escada – que tem uma base mais larga do que seu final -, solitária e desfavorecia quanto ao uso dos cômodos, se adapta ao complexo e contraditório, pois ao colocar uma cadeira no pé da escada o arquiteto torna o local com um uso significativo.
Quanto à implantação da casa, é feita como um pavilhão, concentrada no centro do terreno plano, fechado em seus limites com árvores e cercas; onde o acesso por carros também é pensado de maneira não simples, sendo distorcido em sua posição perpendicular ao centro da casa.
Os principais elementos da casa: curvas, diagonais e retangulares, são pensados empregados cada um a um simbolismo característico. Os retângulos são elementos dominantes no espaço, as diagonais referem-se de maneira direcional na entrada e determinam o fechamento e escoamento das águas do telhado; por fim as curvas que se relacionam com as direções espaciais e simbolismo da entrada.
Ao finalizar a leitura crítica de sua própria obra, Venturi ressalta que a complexidade e contradições encontradas propositalmente, não entram em harmonia de uma maneira rápida, por uma simples exclusão baseada no “menos é mais”; e sim através da opção de se obter, por mais trabalhoso que fosse, a unidade de um número médio que reconheceria a diversidade, utilizando-se assim da máxima da sua critica ao moderno.
Já para o olhar crítico de Otília Beatriz Fiori Arantes a casa, ao ser vista ao fundo da fachada publicitária da Strada Novissima, causa um contraste de opostos, com uma cisão entre fachada-símbolo, a publicitária a frente que Venturi diz ser “figura simbólica” da casa, tida por ela como um desenho infantil, e a “forma-construção” da casa ao fundo.
Ainda em seu livro “O lugar da arquitetura depois dos modernos”, a escritora diz que o arco da fachada, usado por Venturi como reminiscência ou uma lembrança local, é reduzido em uma função simbólica, apenas desenhado sobre o quadrado que marca a entrada , deslocada e com sua porta recuada em relação a fachada, que se transforma com um significado neutro e liberado.
A simetria das janelas usada na fachada principal, não acontece de maneira convencional, mas por um balanço entre a extensa janela horizontal da direita e o peso da janela maior à esquerda, e por se equivalerem numericamente, por serem distribuídos de maneira desigual. As demais fachadas, não menos “complexas e contraditórias”, alternam as diagonais do telhado, planos e volumes e os arcos, que são ora janela, ora forma; o que ocorre também no interior da casa: planos e espaços se contradizem e se equilibram.

